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a dama e o vagabundo
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Cinema

A Dama e o Vagabundo – Adorável e acolhedor em cada momento.

Não há quem não lembre do clássico de 1955 onde dois casais, um rico e um pobre descobrem o amor, sim, estamos falando de A Dama e o Vagabundo, clássico da Disney onde os protagonistas são um casal de adoráveis doguinhos.

Já sabíamos que o live-action estava por vir, mas agora com a chegada da Disney plus no Brasil, o filme foi oficialmente lançado. E nós como bons fãs de clássicos já corremos pra assistir.

Já aviso que esta não é uma tradução fiel dos clássicos da animação, mas um retorno nostálgico à idade de ouro dos anos 1920.

Este remake também não é como O Rei Leão, todo gerado por computação gráfica, que saiu no ano passado. Neste temos cães da vida real, que sentam, balançam o rabo, correm, mexem as batas, e atacam sob comando. Eu não preciso dizer que eles são fofos e adoráveis, os protagonistas são as super cativantes e as vozes de Tessa Thompson e Justin Theroux realçam ainda mais essa fofura. E para deixar tudo ainda mais adorável,  os responsáveis pela pós-produção e pelo CGI usaram seus melhores recursos para dar a impressão de que eles estão falando e se emocionando como os humanos.

E como eu mencionei acima, o filme mantém o esqueleto clássico. Na trama temos um adorável casal, Jim (Thomas Mann) e Darling (Kiersey Clemons), que mimam sem parar sua cocker spaniel inglês Lady (Tessa Thompson). Ela tem sua própria poltrona, e sua própria almofada bordada, e até dormem com casal. Só que para a surpresa da cachorrinha, todo mimo que sempre recebeu foi completamente anulado pela chegada de um bebê. Lady vê ai sua vida de pernas pro ar e tudo piora quando Tia Sara vai tomar conta dela, enquanto os pais viajam com o bebê. Tia Sara não gosta muito de cachorros e seus gatos quebram a casa toda e na mente de Tia Sara é tudo culpa de Lady. Ela então foge, quando Tia Sara leva ela na loja de animais e lhe coloca uma focinheira.

É ai que ela conhece o Vagabundo, malandro das ruas e com coração forte, conhece Lady e com uma noite com ela todo seu lema de forte e de não se apegar para não sofrer vai por água abaixo. Ele se apaixona e vê que Lady está com ele mesmo quando ele está sob risco.

Vagabundo leva Lady para conhecer a vida na rua, coisa que ela não conhece por sempre estar em casa na proteção dos seus donos. E nesses passeios pela cidade de Savannah, no sul dos EUA, do ponto de vista de um cão (o original de 55 se passava no oeste) temos uma das cenas mais famosas do filme clássico que foi muito bem reproduzida no Remake.

A cena do macarrão com almondegas foi reproduzida de forma fiel, replicada quase que passo-a-passo com a animação, com detalhes sendo agregados e tornando tudo ainda mais charmoso. Sem contar que mesmo na live-action temos uma dupla de chefes de cozinha servindo o macarrão pra eles e ainda cantando a clássica música do casal. (Aí eu chorei).

Mas por acabar ajudando Vagabundo numa fuga do dono da carrocinha, Lady acaba indo parar no canil. É importante dizer que nessa versão o guarda do canil tem um destaque ainda maior, o filme mostra todo tempo a sua dor em tentar pegar Vagabundo e nunca conseguir. Ele participa de muitas cenas, bem mais que no filme original e sua expressão é de dor e tristeza mesmo por Vagabundo ser o único cão que ele não consegue pegar. Mas não por maldade, o filme deixa claro que os cães que estão ali no canil vão para adoção, e não “viram sabão” como achamos no filme clássico.

Mas depois de todas as reviravoltas que filme dá, e eu não vou citar todas pra não estragar a sua experiência assistindo, o filme tem o desfecho que é de se esperar de um filme Disney. Vagabundo salva o bebê do casal de um rato, levando a culpa sem que os donos vejam o que realmente aconteceu, e com a Lady correndo atrás da carrocinha para salvá-lo, com Faro-Velho e Joca (que na verdade é Jackie), no remake Joca é do gênero feminino.

Não posso deixar de mencionar que a live-action é um pouco mais longa que a historia original, mas esses minutos a mais incluídos trazem grandes melhorias ao trabalho original, como uma pequena, mas gratificante história sobre o passado do protagonista, o que torna sua narrativa de vida mais substancial.

O que a Disney mudou no remake?

Nesta versão a Disney se preocupou com o politicamente correto. Então A Canção do Gato Siamês, famosa do desenho clássico foi retirada depois de se tornar alvo de polêmica por ser considerada um retrato problemático da cultura asiática, já que os felinos foram retratados com os olhos muito puxados e com dificuldades de pronúncia. E a Disney colocou um aviso sobre isso no filme clássico que também está disponível no serviço de Streaming. A direção também excluiu do roteiro insinuações das diferenças de classe social entre cada um dos animais. Em vez disso, revelou-se uma postura pró-adoção de animais que, nos lembra que todo cachorro tem valor e merece amor. E isso é muito bem reproduzido na cena do espaguete, que nos faz vez um momento doce, acolhedor e que vincula cuidado com todos os animais.

Resumindo, a Disney conseguiu fazer um live-action realçando todas as coisas boas da animação clássica e foi muito mais além. O filme vale cada minuto assistido e cada lágrima caída e ainda nos deixa aquele gostinho de como seria ver nos cinemas.

O live-action de A Dama e o Vagabundo foi lançado oficialmente em 17 de novembro e está disponível no Disney Plus.

 

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